segunda-feira, 11 de novembro de 2013

RECOMENDAÇÕES E PREVENÇÕES - DIABETES

Dia 14 de Novembro é o Dia da Diabete então essa semana nada mais justo que falar um pouquinho sobre a mesma...  Já postamos falando da Diabete (http://brphysio.blogspot.com.br/2012/11/diabetes.html) então hoje falaremos de como prevenir e alguns recomendações, vejamos abaixo...
Como se previne
A prevenção do DM só pode ser realizada no tipo II e nas formas associadas a outras alterações pancreáticas. No DM tipo I, na medida em que o mesmo se desenvolve a partir de alterações autoimunes, essas podem ser até mesmo identificadas antes do estado de aumento do açúcar no sangue. Esse diagnóstico precoce não pode ser confundido porém com prevenção, que ainda não é disponível.
No DM tipo II, na medida em que uma série de fatores de risco são bem conhecidos, pacientes que sejam portadores dessas alterações podem ser rastreados periodicamente e orientados a adotarem comportamentos e medidas que os retire do grupo de risco.
Assim é que pacientes com história familiar de DM, devem ser orientados a:
Manter peso normal
·         Praticar atividade física regular
·         Não fumar
·         Controlar a pressão arterial
·         Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas (cortisona, diuréticos tiazídicos)

Recomendações
  • O tratamento do diabetes exige, além do acompanhamento médico especializado, os cuidados de uma equipe multidisciplinar. Procure seguir as orientações desses profissionais
  • A dieta alimentar deve ser observada criteriosamente. Procure ajuda para elaborar o cardápio adequado para seu caso. Não é necessário que você se prive por toda a vida dos alimentos de que mais gosta. Uma vez ou outra, você poderá saboreá-los desde que o faça com parcimônia
  • Fracionar a dieta em 5 a 6 refeições diárias, ou seja pouca quantidade e volume reduzido, evitando assim quedas bruscas ou aumento da glicemia
  • Evite o álcool distante das refeições pode, de forma abusiva, causar hipoglicemias intensas; é recomendado a todo diabético, que ao ingerir esporadicamente bebidas alcoólicas, fazê-lo sempre acompanhado de algum alimento. Jamais deverá tomar "aperitivo" 1 a 3 horas antes de se alimentar (30 ml de álcool são suficientes para levar à hipoglicemia)
  • Um programa regular de exercícios físicos irá ajudá-lo a controlar o nível de açúcar no sangue. Coloque-os como prioridade em sua rotina de vida
  • O fumo provoca estreitamento das artérias e veias. Como o diabetes compromete a circulação nos pequenos vasos sangüíneos (retina e rins) e nos grandes vasos (coração e cérebro), fumar pode acelerar o processo e o aparecimento de complicações
  • O controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides deve ser feito com regularidade
  • Medicamentos à base de cortisona aumentam os níveis de glicose no sangue. Não se automedique
  • O diagnóstico precoce é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Não minimize seus sintomas. Procure logo um serviço de saúde se está urinando demais e sentindo muita sede e muita fome.
 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CÂNCER DE PRÓSTATA

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozóides, liberado durante o ato sexual.
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.
Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.
Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Estimativa de novos casos: 60.180 (2012)
Número de mortes: 12.778 (2010)


Fatores de Risco
·         Idade avançada (acima de 50 anos)
·         Histórico familiar da doença
·         Fatores hormonais e ambientais
·         Certos hábitos alimentares (dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas)
·         Sedentarismo
·         Excesso de peso
Os negros constituem um grupo de maior risco para desenvolver a doença.

Sintomas
A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Tumores em estágio mais avançado podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).
Dor óssea, principalmente na região das costas, devido à presença de metástases, é sinal de que a doença evoluiu para um grau de maior gravidade.
 

Diagnóstico
O câncer de próstata pode ser diagnosticado por meio de:
·         Exame físico (toque retal)
·         Exame aboratorial (dosagem do PSA). Caso sejam constatados aumento da glândula ou PSA alterado, deve ser realizada uma biópsia para averiguar a presença de um tumor e se ele é maligno. Se for, o paciente precisa ser submetido a outros exames laboratoriais para se determinar seu tamanho e a presença ou não de metástases
·         Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. A melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares
Tratamento
O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir:
·         Prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata)
·         Radioterapia
·         Hormonoterapia
·         Uso de medicamentos.
Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.

Prognóstico
O prognóstico depende do estádio (extensão) e grau histológico (Gleason), principalmente. Se o câncer é localizado e se o paciente realizar uma prostatectomia radical, a sobrevida em 10 anos pode atingir 90%, sendo equivalente à da população normal. O índice de recorrência local após 5 anos é de 10% contra 40% da radioterapia. A radioterapia utilizada no câncer localizado ou localmente avançado (fora da próstata mas sem metástases) apresenta biópsias positivas de 60 a 30% dos casos quando realizadas seis meses e dois anos respectivamente após o tratamento.
Nos casos metastáticos, o tratamento é paliativo e o prognóstico bem mais reservado.

Recomendações
·         Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos
·         Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos
·         Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos
·         Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa
·         Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ARTRITE PSORIÁTICA

É uma doença das articulações de caráter inflamatório que surge com frequência em paciente que são portadores de psoríase. Artrite vem acompanhada de inchaço, calor, vermelhidão e dor.

A artrite psoriática é crônica e está incluída no grupo das espondilartrites. Já a psoríase é uma enfermidade da pele bastante frequente, principalmente entre a população branca, que provoca o surgimento de placas avermelhadas com escamas esbranquiçadas. As lesões possuem tamanhos variados e são bem delimitadas.

Os locais mais acometidos são os joelhos e os cotovelos, podendo também surgir na planta dos pés, no umbigo, nas palmas das mãos e nas orelhas. Na grande maioria dos casos a psoríase surge antes da artrite, em alguns, entretanto, as doenças são concomitantes. Ambas são crônicas e podem apresentar gravidade variável, dependendo da resposta ao tratamento e da extensão de cada uma delas.

A artrite psoriática atinge tanto homens quanto mulheres. A faixa de idade varia entre os 20 e os 40 anos, embora possa acontecer em qualquer idade.

Agente Causador
Não se sabe exatamente a causa da artrite psoriática. Não possui origem infecciosa e não é contagiosa. Acredita-se que uma predisposição genética combinada com fatores ambientais e imunológicos sejam propulsores da doença. Embora não possua caráter hereditário, já que não é transmitida, necessariamente, de pais para filhos, sabe-se que há uma predisposição familiar.

A resposta inflamatória que a artrite psoriática ocasiona pode ser provocada por estímulos imunitários, apesar desta não ser uma doença autoimune. Estresse psicológico e traumatismos podem ter relação com o surgimento da condição, porém não há certezas. Quando ocorre infecção com o vírus HIV, a artrite psoriática costuma surgir de forma explosiva.

Diagnóstico
Através da análise clínica do paciente e de achados radiológicos. Portadores de psoríase facilmente desenvolvem tal condição, o que ajuda na busca pelo problema. Não existe nenhum exame que sozinho consiga detectar a artrite psoriática. É necessária uma boa análise e uma conversa com o paciente.

Exames laboratoriais - hemograma: pode revelar uma anemia, muito presente em doenças crônicas. Outras alternativas são também verificar o fator reumatoide, a velocidade de sedimentação dos glóbulos e a função hepática e renal.

Exames de imagem - raio-x das sacro-ilíacas pode evidenciar inflamação nas articulação sacro-ilíacas. Já um raio-x da coluna consegue revelar, em fases mais avançadas, exostoses volumosas. Raio-x das mãos, dos pés e de outras articulações também podem ajudar no processo.
A tomografia computadorizada e a ressonância magnética são capazes de solucionar dúvidas com relação à existência ou não de sacroilíite.


Sintomas
A artrite psoriática pode se manifestar de cinco formas diferentes. Uma delas é a oligoarticular assimétrica. É o padrão mais comum e atinge grande parte das pessoas. Geralmente envolve de duas a quatro articulações pequenas em qualquer local do corpo, sendo a região dos dedos a preferida. Os sinais típicos são:
  • Inflamação
  • Dedo com aparência de salsicha

A pseudo-reumatóide é outra das artrites psoriáticas. Esta é caracterizada por poliartrite simétrica muito parecida com a artrite reumatoide. A forma espondilítica se parece muito com a espondilite anquilosante e provoca:
  • Dores nas costas
  • Inflamação e vermelhidão nos olhos
  • Entesopatia
  • Rigidez na coluna

Uma outra artrite psoriática é a interfalângica distal. Esta envolve as interfalanges distais das mãos e é mais frequente entre os homens. A forma mutilante é rara e altamente agressiva. Provoca destruição das articulações das mãos e perda de osso em topos articulares.


Tratamento
Possui como intuito principal aliviar a dor e diminuir o inchaço. Dependendo da gravidade, muitas alternativas podem ser tomadas. Na maioria das vezes o uso de anti-inflamatórios. Algumas outras se faz necessário o uso de imunossupressores. Raramente a cirurgia é visada, porém em situações extremas pode ser preciso substituir uma articulação destruída por uma prótese. O prognóstico costuma ser positivo.

Fisioterapia: cinesioterapia associada a exercicios respiratorios e treinamento cardiovascula

Informação da situação ao paciente, cuidados como repouso, exercícios, não utilização excessiva das articulações que têm erosão, uso de bengalas.

Repouso e uma boa alimentação também são indicados.

Não existe cura para a artrite psoriática. Esta é uma doença crônica e o paciente precisa aprender a conviver com ela. Em alguns períodos pode haver piora, em outros melhora. Desta forma, é imprescindível seguir à risca as orientações médicas e o uso dos medicamentos. A dor e o inchaço podem ser controlados. Um indivíduo com tal enfermidade consegue levar uma vida normal quando do diagnóstico precoce.

Prevenção
A principal medida preventiva para grande parte das doenças é ir a um médico frequentemente e realizar exames de rotina. Quanto antes os problemas forem detectados, melhores serão os resultados. Portanto, adquira o hábito de se dirigir regularmente a um especialista.

A artrite psoriática não possui causa determinada. Sabe-se, por outro lado, que muitos portadores de psoríase vêm a sofrer de tal transtorno. Desta forma, doentes de psoríase devem ficar atentos a este risco. Realize exames e deixe a saúde monitorada. Evitar ambientes estressantes pode ser uma boa medida preventiva tanto para esta como para outras enfermidades. Assim como praticar atividades físicas, que além de ajudar a manter o peso ainda é um ótimo relaxante.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

PSORÍASE

29 de Outubro de 2004 foi celebrado mundialmente pela primeira vez O Dia Mundial da Psoríase, tendo sido instituído para mostrar à sociedade uma doença escondida. Trata-se de um evento verdadeiramente global que se propõe dar voz as pessoas que sofrem de psoríase/artrite psoriática.


O que é Psoríase?
Psoríase é uma doença inflamatória da pele, crônica, não contagiosa, multigênica (vários genes envolvidos).

Caracteriza-se por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas, que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.

Surge principalmente antes dos 30 e após os 50 anos, mas em 15% dos casos pode aparecer ainda na infância.

Causas
Sua causa é desconhecida. Fenômenos emocionais são frequentemente relacionados com o seu surgimento ou sua agravação, provavelmente atuando como fatores desencadeantes de uma predisposição genética para a doença. Cerca de 30% das pessoas que têm psoríase apresentam história de familiares também acometidos. Uso de certos medicamentos e ingestão alcoólica pioram o quadro.

Diagnóstico
O diagnóstico se baseia principalmente na inspeção visual. No entanto, o médico pode solicitar biópsia de pele e raios-X para descartar outras doenças.

Sintomas
De acordo com a localização e características das lesões, existem vários tipos de psoríase:
  • Psoríase Vulgar: lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas, aderentes, prateadas ou acinzentadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos
  • Psoríase Invertida: lesões mais úmidas, localizadas em áreas de dobras como couro cabeludo, joelhos e cotovelos
  • Psoríase Gutata: pequenas lesões localizadas, em forma de gotas, associadas a processos infecciosos. Geralmente, aparecem no tronco, braços e coxas (bem próximas aos ombros e quadril) e ocorrem com maior frequência em crianças e adultos jovens
  • Psoríase Eritrodérmica: lesões generalizadas em 75% ou mais do corpo
  • Psoríase Ungueal: surgem depressões puntiformes ou manchas amareladas principalmente nas unhas da mãos
  • Psoríase Artropática: em cerca de 8% dos casos, pode estar associada a comprometimento articular. Surge derepente com dor nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou nas grandes articulações como a do joelho
  • Psoríase Postulosa: aparecem lesões com pus nos pés e nas mãos (forma localizada) ou espalhadas pelo corpo
  • Psoríase Palmo-plantar: as lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés.


Tratamento
Psoríase não tem cura. Não há como prevenir a doença, embora seja possível controlar a reincidência. objetivo do tratamento é controlar os sintomas e prevenir infecções.

Casos leves e moderados (cerca de 80%) podem ser controlados com o uso de medicação local, hidratação da pele e exposição ao sol. Para quem não tem tempo para exposições diárias ao sol, são preconizados banhos de ultravioleta A e B em clínicas especializadas e sob rigorosa orientação médica. Esses banhos não são recomendados para crianças.

Algumas pomadas à base de alcatrão já provaram sua eficácia no controle da doença, mas têm o inconveniente de sujarem a roupa de vestir e de cama e de terem cheiro forte, parecido com o da creolina. Medicamentos por via oral só são introduzidos nos casos mais graves de psoríase refratária a outros tratamentos.

Complicações possíveis
  • Artrite
  • Dor
  • Prurido grave
  • Infecções cutâneas secundárias
  • Efeitos colaterais de medicamentos usados para tratar a psoríase
Recomendações
  • Hidrate muito bem a pele, para evitar seu ressecamento excessivo que favorece a possibilidade de desenvolver lesões
  • Exponha-se com cuidado e moderadamente ao sol, mas antes passe um creme hidratante ou terapêutico. Você vai ter de usá-lo a vida inteira
  • Evite a ingestão de bebidas alcoólicas
  • Procure não se desgastar emocionalmente. O estresse tem papel importante no aparecimento das lesões. Como não é uma tarefa fácil, procure ajuda de um profissional se considerar necessário
  • Não fuja de encontros sociais e de lazer por causa das lesões. Psoríase não é contagiosa e, se você se afastar de tudo e de todos, pode comprometer o estado emocional e aumentar o problema
  • Visite regularmente o dermatologista e siga à risca suas orientações. Isso o ajudará a controlar as crises.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

GOTA

A doença é caracterizada por um aumento nos níveis de ácido úrico no sangue. Isso leva á deposição de cristais de urato em articulações, rins e subcutâneo. É também muito característico o desenvolvimento de grandes acúmulos desses cristais nas articulações denominadas tofos. 
Acomete principalmente os homens, numa proporção de 20 homens para 1 mulher. Incidindo dos 30 aos 60 anos com pico aos 40 anos. Nas mulheres ocorre preferencialmente após a menopausa.
Em brancos a incidência da gota na população adulta em geral (30 anos) é de 0,2 a 0,3%. Em indivíduos acima dos 40 anos, 1,5% são afetados (2,8% em homens e 0,4% em mulheres). Em algumas raças a prevalência é maior.
Existe uma forte influência hereditária na transmissão da gota em 38% a 80% dos pacientes. Existem pessoas com o ácido úrico elevado de influência hereditária, mas não tem sintomas da gota. Chama-se hiperuricemico o indivíduo com nível de ácido úrico no sangue superior a 7 mg/100 ml. Hiperuricemia ocorre em 10% da população masculina acima dos 40 anos, sendo também observada em mulheres principalmente após a menopausa e também em homens mais jovens, porém numa frequência menor.
Indivíduos hiperuricêmicos tem maior chance de desenvolver gota do que normouricêmicos porém a maioria permanece assintomática o resto da vida, não necessitando de nenhuma medida terapêutica.

Quadro Clinico
  • Hiperuricemia assintomática: Com início na puberdade, sendo assintomática. Caracterizada pelo nível elevado de ácido úrico em decorrência deficiência no metabolismo das purinas
  • Artrite gotosa aguda: tem inicio na quarta década de vida, com crises que duram em média 3 a 10 dias. Caracterizada pela reação inflamatória, normalmente mono ou oligoarticular, de origem rápida e súbita, extremamente dolorosa que geralmente aumenta durante o período noturno. Afetando primeiramente os dedos dos pés e tornozelos, (metatarsofalangeanas, tarsometatarsianas e tibiotarsicas), joelhos, mãos, punhos e cotovelos . Os sinais e sintomas são: Inchaço, edema, aumento da temperatura no local, pele avermelhada e brilhante no local e ao redor, e aumento da sensibilidade no local. Após uma crise pode acontecer descamação da pele no local afetado.
  • Período Intercrítico: com duração variável. Caracterizada após o primeiro ataque agudo de artrite gotosa, quando esta fica por um período sem aparecer e retorna no período de 6 meses a 2 anos. Nesta fase é necessário uma abordagem clinica e laboratorial ampla, objetivando o controle da doença e a prevenção de complicações para o paciente
  • Gota tofácea crônica: Caracterizada pelo aparecimentos de poliartrite crônica (quando afeta varias articulações) algumas vezes com o aparecimento de tofos indolores (acúmulo de microcristais circundados por reação inflamatória) em articulações e tecidos subcutâneos, as dores nesta fase são mais suaves e contínuas, com pouco sinais de inflamação.
 
 
Diagnóstico
  • Exames Laboratorial – Dosagem de ácido úrico no sangue e na urina; Hemograma, lipidograma, glicemia, provas de atividades inflamatórias; Pesquisa de cristais no liquido sinovial por meio de punção e Biopsia de tofos
  • Raio X – em um estágio inicial o exame radiológico é normal ou podeapresentar aumento das partes moles. Em estágios mais avançados – Erosões de cartilaginosas, erosões ósseas ou pequenas lesões destrutivas do osso subcondral, calcificações periarticulares, diminuição do espaço articular, osteopenia, aquilose e tofos
  • Tofos palpáveis: nódulos subcutâneos, calcinose, infecção de partes moles e formações císticas diversas

Tratamento
  • Prescrição médica de antiinflamatórios (como colchicina e antiinflamatório não-hormonal ou corticoesteroides) e uricorredutores (aloputinol).
  • Orientações: quanto a redução de peso, dieta pobre em purinas, redução do consumo de bebidas fermentadas e alcoólicas como cerveja e vinho; café; bebidas destiladas; certos peixes (como anchova, salmão e sardinha); frutos do mar; vísceras; conservas; defumados; lentilhas; espinafre; couve-flor e carnes de aves
Fisioterapia: Objetivo é a redução do quadro álgico e o controle do processo inflamatório (eletroanalgesia)
  • Repouso da articulação afetada, utilizando quando necessário órteses de posicionamento que limitem o movimento articular e aliviem a dor
  • Trações manuais passivas e pompagens
  • Mobilizações ativo-assistidas e o Treino funcional (com intensidade leve) numa fase posterior a artrite gotosa aguda, deve ser realizado, como pro exemplo: treino de marcha (geralmente este paciente terá alteração na marcha) uso de prancha de equilíbrio, balancim, bolas e cama elástica parece ser adequado para o treino de equilíbrio e proprioceptividade de MII.
 
Prevenção
O distúrbio em si pode não ser prevenido, mas você pode evitar itens que desencadeiam os sintomas, vejamos abaixo:
  • Siga uma dieta equilibrada: como cerca de 20% do ácido úrico do corpo vem da alimentação, cuidar do cardápio é fundamental. Abuse dos vegetais e Evite carnes, frutos do mar, bebidas alcoólicas, refrigerantes e sucos industrializados.
  • Beba mais água: hidratar o corpo aumenta o volume de urina, reduzindo a chance de formação de cristais de ácido úrico.
  • Faça atividade fisica: além de ajudar no controle do peso, previne desordens metabólicas que estão associadas com o aparecimento da gota. Durante as crises de gota, evite forçar as articulações com pesos ou movimentos. Qualquer pressão pode aumentar a dor. Por vezes é necessário imobilizar a articulação para evitar a dor. Evite excesso com os pés, não jogue futebol, pois há o acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, e em caso de choque, faz com que a dor se amplifique.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

DICAS PARA SE ADAPTAR AO HORÁRIO DE VERÃO

As horas a menos para descansar durante o horário de verão geram um desgaste natural, acentuado pela adaptação inicial ao relógio. Uma pesquisa conduzida por laboratórios de cinco países sul-americanos, incluindo mais de 9.250 pessoas do Brasil, mostrou que 46% da população sente algum tipo de desconforto com o começo do horário de verão.

Quando a rotina muda, seu ciclo biológico é alterado e o organismo não consegue se preparar. Entre os distúrbios resultantes da mudança estão à dificuldade para dormir e a conseqüente sonolência pela manhã. Resultado: cansaço o dia todo. Normalmente esses sintomas desaparecem cerca de duas semanas depois, quando o corpo já teve tempo de se acostumar aos novos horários. Por outro lado, tem gente que atravessa a estação inteira com problemas. Para sofrer menos com o horário de verão, confira as dicas:
  • Evite praticar esportes competitivos e exaustivos à noite, pois a agitação deles pode dificultar você de pegar no sono.
  • Evite as bebidas famosas por estimular o organismo, como café e chá preto
  • Não exagere nas refeições, faça refeições mais leves, que não exijam muito esforço do seu organismo para a digestão
  • Durma mais, tente ir para cama mais cedo do que o habitual. Provavelmente, você não vai pegar no sono imediatamente, mas o clima calma prepara o corpo para o descanso
  • Banhos quentes ou frios demais também atrapalham
  • Aproveite para descansar, até sentir que seu organismo está acostumado com a mudança, recuse os convites para sair e voltar tarde demais para casa. No dia seguinte, acordar pode ser complicado
  • Organize seus horários pelo menos na primeira semana do horário de verão, fixe horários para todas as suas atividades e tente respeita-los ao máximo. Isso evita distúrbios de apetite (como fome fora de hora) e um cansaço exagerado
  • Leitura e músicas calmas podem ser uma boa saída
  • Para quem toma insulina: se a medicação é aplicada às 8h, mude-a para as 9h no horário de verão. Seu corpo, acostumado com a dose, não tem consciência de que os ponteiros mudaram. “De qualquer maneira, o recomendável é consultar o médico que prescreveu o remédio.”
  • Por outro lado, para um anti-hipertensivo, por exemplo, não faz muita diferença se for às 8h, em qualquer dos dois horários. “De qualquer maneira, o recomendável é consultar o médico que prescreveu o remédio.”
 
 


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

Lúpus é uma doença inflamatória autoimune crônica, desencadeada por um desequilíbrio no sistema imunológico, exatamente aquele que deveria proteger a pessoa contra o ataque de agentes patogênicos. Lúpus pode manifestar-se sob a forma cutânea (atinge apenas a pele) ou ser generalizado. Neste caso, atinge qualquer tecido do corpo e recebe o nome de lúpus eritematoso sistêmico (LES).
Estudos recentes mostram que fatores genéticos e ambientais estão envolvidos no aparecimento das crises lúpicas. Entre as causas externas, destacam-se a exposição ao sol, o uso de certos medicamentos, alguns vírus e bactérias e o hormônio estrógeno, o que pode justificar o fato de a doença acometer mais as mulheres em idade fértil do que os homens.
Atinge principalmente mulheres (9:1) em idade reprodutiva, iniciando-se mais comumente entre 20 e 40 anos. Pode ser bastante benigno até extremamente grave e fatal.
Sintomas
Dependem basicamente do órgão afetado. Os mais frequentes são: febre, manchas na pele, vermelhidão no nariz e nas faces em forma de asa de borboleta, fotossensibilidade, feridinhas recorrentes na boca e no nariz, dores articulares, fadiga, falta de ar, taquicardia, tosse seca, dor de cabeça, convulsões, anemia, problemas hematológicos, renais, cardíacos e pulmonares, sensibilidade à luz do sol.
Portadoras de lúpus eritematoso sistêmico podem ter dificuldade para engravidar e levar a gestação adiante. No entanto, a gravidez é possível, desde que sejam respeitadas algumas medidas terapêuticas e mantido o acompanhamento médico permanente.
Diagnóstico
O médico realiza exame físico e auscultará do tórax. Um som anormal chamado atrito pericárdico ou atrito pleural poderá ser escutado. Um exame do sistema nervoso também pode ser realizado.
Os exames usados para diagnosticar o lúpus incluem:
  • Exames de anticorpos, incluindo teste de anticorpos antinucleares
  • Hemograma completo
  • Radiografia do tórax
  • Biópsia renal
O "American College of Rheumatology" estabeleceu onze critérios para o diagnóstico do lúpus. A manifestação simultânea de pelo menos quatro deles caracteriza a doença:
  • Pequenas feridas recorrentes na boca e no nariz
  • Manchas na pele, especialmente quando exposta ao sol
  • Lesão avermelhada e descamativa com o formato de asa de borboleta, que surge nas laterais do nariz e prolonga-se horizontalmente pelas faces
  • Fotossensibilidade
  • Artrite – dor articular assimétrica e itinerante, especialmente nos membros superiores e inferiores
  • Lesão renal, que evolui rapidamente para insuficiência renal progressiva
  • Lesão cerebral – convulsão (muitas vezes atribuída a outra doença neurológica), ansiedade, psicose e depressão
  • Serosite – inflamação da membrana que recobre externamente os pulmões (pleura) e o coração (pericárdio)
  • Anormalidades hematológicas ou penias
  • Anormalidades imunológicas
  • Fator antinúcleo (FAN) positivo 
Tratamento
Tratamento médico: terapia medicamentosa e é baseado nos sintomas dos pacientes e no envolvimento sistémico. Os sintomas gerais na maioria das vezes respondem ao tratamento das outras manifestações clínicas. A febre isolada pode ser tratada com aspirina ou antiinflamatórios não-hormonais. Corticóides e imunossupressores (especialmente a ciclofosfamida) são indicados nos casos mais graves.
É recomendado o uso de antimaláricos como a cloroquina no caso de lesões cutâneas disseminadas. Caso não melhore pode associar-se prednisona em dose baixa a moderada por curto período de tempo.
Para além da terapia medicamentosa, a prevenção também é muito importante quando se lida com LES. Para pacientes com fotossensibilidade, os sintomas podem ser reduzidos se os pacientes forem cautelosos na quantidade de luz solar a que se expõem. Os pacientes com LES também são incentivados a levar um estilo de vida saudável, que inclui: Cessação do tabagismo, controlar o consumo de álcool, controle do peso e exercício regular. O exercício é benéfico para pacientes com LES, porque diminui a sua fraqueza muscular, aumentando a resistência muscular. 

Fisioterapia: durante e entre os períodos mais agudos da doença. A necessidade do paciente para a terapia física irá variar muito, dependendo dos sistemas implicados.
  • Educação: É essencial para os pacientes com lesões de pele terem uma educação apropriada sobre a melhor maneira de cuidar da sua pele e garantir que não experimentam lesões adicionais da pele.
  • Exercício aeróbio: Um dos sintomas mais comuns que os pacientes com LES experienciam é a fadiga generalizada que pode limitar suas atividades ao longo do dia. O programa de exercício aeróbio como caminhada, natação, , de amplitude de movimento/fortalecimento muscular podem aumentar o nível de energia, a aptidão cardiovascular, a capacidade funcional e a força muscular em pacientes com LES. Os exercícios (alongamento lombar posterior, mobilização do plexo braquial, fortalecimento global) poderão ser prescritos na reabilitação de um paciente, dependendo da extensão lesão, áreas afectadas e estado evolutivo do paciente.
  • Conservação de Energia: o fisioterapeuta pode educar os pacientes sobre as técnicas adequadas de conservação de energia e as melhores formas de proteger as articulações que são suscetíveis a danos.
Para além disso, fisioterapeutas e pacientes com LES devem estar alerta para sinais e sintomas que sugerem uma progressão do LES, incluindo aqueles associados com necrose avascular, envolvimento renal e neurológico.
Complicações
Algumas pessoas com LES têm depósitos de anticorpos nas células (glomérulos) dos rins. Isso leva a uma doença chamada de nefrite lúpica. Os pacientes com essa doença podem acabar desenvolvendo insuficiência renal e precisar de diálise ou de um transplante renal.

O LES causa danos em diferentes partes do corpo, inclusive:
  • Coágulos sanguíneos nas pernas trombose venosa profunda) ou nos pulmões (embolia pulmonar)
  • Destruição dos glóbulos vermelhos (anemia hemolítica) ou anemia crônica
  • Líquido ao redor do coração (pericardite), endocardite ou inflamação do coração (miocardite)
  • Líquido ao redor dos pulmões(derrames pleurais), danos ao tecido pulmonar (doença pulmonar intersticial)
  • Complicações da gravidez, incluindo aborto espontâneo e recidiva de LES durante a gravidez
  • AVC  
  • Contagem muito baixa de plaquetas no sangue (trombocitopenia)
  • Vasculite, que pode danificar artérias de qualquer parte do corpo 

Recomendações
  • Pacientes com lúpus devem evitar a exposição ao sol e usar protetores solares o dia todo
  • Os anticoncepcionais são contra-indicados, porque o aumento dos níveis de estrógeno pode desencadear surtos da doença
  • Portadoras da doença que desejam engravidar devem seguir rigorosamente a orientação medica e dar preferência aos períodos de remissão das crises
  • O consumo de álcool, cigarro e outras drogas é absolutamente contra-indicado
  • Respeitadas as limitações que possam ocorrer durante as crises, a atividade física deve ser mantida com regularidade.